
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Avaliação sobre as aulas

quinta-feira, 4 de junho de 2009
Avaliação Formativa

domingo, 31 de maio de 2009
# Sexta Aula #
contato com diversos materiais impressos ao seu redor, seja em contato com um adulto ou manipulando esses materiais, pois a aprendizagem se dá na interação social. Nesse caso, a quantidade e qualidade desses materiais influenciam na aprendizagem, a idéia de que crianças oriundas de famílias com baixa renda não possuem conhecimentos é um mito, pois mesmo que não tenham livros em abundância eles fazem leituras de coisas que vêem na sua casa ou mesmo na rua. Isso não quer dizer que eles não conseguirão aprender só porque não têm fartura de literatura, eu por exemplo, só tinha um livro de história que ganhei na escola quando tinha uns 4 anos e de tanto ler ( pois minha mãe não tinha tempo e meu pai não sabia ler muito bem) já havia decorado a história, lia várias vezes e folheava o livro vendo as gravuras... depois pegava os gibis da minha amiga e ficava lendo, não tive o hábito da leitura desde a infância e nem por isso não consegui aprender. Vemos isso acontecer ainda hoje nas escolas, crianças que não têm incentivo à leitura seja em casa ou na escola e que acaba de certa maneira influenciando a aprendizagem, pois quanto mais vc ler mais vc aprende, a leitura amplia seu vocabulário e sua cognição. Por isso é importante que se cultive a cultura de leitura desde da infância, quanto mais cedo se tem a manipulação com diversos textos, mais fácil será para a criança iniciar a alfabetização. Temos um grande número de analfabetos funcionais nas escolas e também na faculdade! Como formar futuros cidadãos que nos substituirão se eles não entendem o que estão lendo? É visível a quantidade de jovens a procura de emprego e não conseguem porque não são capacitados para a função (infelizmente é a grande maioria) e o que podemos fazer para mudar esse quadro? Talvez começando pela intervenção do Estado junto com seus entes federados na construção de políticas públicas com eficiência e a formação dos docentes e futuros profissionais da educação para que eles possam mudar um pouco essa realidade que se encontra a educação no Brasil através de sua prática reflexiva, sendo um professor pesquisador.segunda-feira, 25 de maio de 2009

Após o término dessa atividade colocarei aqui as conclusões!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Refletindo sobre gênero e tipo textual
Bakhtin caracteriza a língua como atividade social, histórica e cognitiva e Marcuschi
diz que os gêneros textuais são produções culturais e históricas construídos pelo homem. Assim, os dois autores concordam que os gêneros textuais representam textos e falas que estão no nosso entorno, na sociedade.
Os tipos textuais apresentam-se como uma forma de estruturar os textos, apresentando características gramaticais como aspectos lexicais, sintático, coesão, coerência, etc. porém, vemos que dentro de um gênero aparecem vários tipos de textos, e que em todos os tipos aparecem algum gênero não existindo assim um tipo de texto somente com características de um tipo ou um gênero textual, eles se fundem e se complementam.
Lembro-me de quando estudava no ensino médio que as atividades de redação privilegiavam os tipos textuais como a narração, descrição e dissertação, atividades essas que não via muito sentido para aprender. Ainda hoje a escola ainda utiliza essa prática, mas com várias discussões de teóricos linguísticos já há uma visão diferenciada sobre o ensino de tipo e gênero textual em nossas escolas. É patente a mudança de pensamento dos docentes sobre a inserção nos diferentes níveis de ensino de gêneros textuais, demostrando que a produção de gêneros textuais são significativos para os educandos, podendo desta maneira participar de forma ativa e crítica do seu contexto social em que estão inseridos.
Referência bibliográfica: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/g00003.htm
terça-feira, 12 de maio de 2009
Nome, nossa identidade!

Toda pessoa, adulto ou criança, atribui importância ao próprio nome e se interessa por aprendê-lo. Há aqueles que desenham para representar o nome porque não conhecem as letras do alfabeto, estes descobrem coisas novas observando a escrita dos nomes das outras crianças. Trabalhe freqüentemente com os nomes dos alunos, pois o nome é nossa identidade, é uma fonte de exploração sobre o sistema de escrita de quem está aprendendo a ler e escrever.
Escreva os nomes das crianças em folhas de papel ou tiras de cartolina que serão presas na parede ou no quadro, em ordem alfabética. Leve-os a fazerem a comparação:
- Há nomes com poucas letras e há nomes com muitas letras
- Há nomes que começam ou acabam com a mesma letra
- Os nomes dos alunos podem ser classificados em vários grupos ou conjuntos:
a) Nomes que começam pela mesma letra (dizer o nome das letras)
b) Nomes que terminam pela mesma letra
c) Nomes iguais
d) Nomes que contêm o mesmo número de letras.
Utilizar o alfabeto móvel também desperta o interesse da criança, além de ser uma forma lúdica de trabalhar o alfabeto e a construção das palavras.
Terceira Aula...

Nas duas últimas aulas utilizando o texto de Rosineide M. de Sousa, Processos iniciais de leitura e escrita, discutimos em grupo sobre algumas atividades que ajudarão no processo inicial de leitura e escrita nas crianças de 0 a 6 anos, onde os seguintes objetivos fossem destacados:
- Desenvolver habilidades lingüísticas e cognitivas;
- Desenvolver a compreensão na leitura;
- Desenvolver a interpretação;
- Desenvolver a memorização;
- Comparar textos novos com textos já conhecidos;
- Perceber os sons da língua;
- Distinguir a pronúncia de alguns sons da língua, tais como: t/d, f/v, p/b, q/g que são muito parecidos;
- Estimular a pronúncia clara dos sons;
- Reconhecer a ortografia das palavras
Dessa forma, nós educadores podemos explorar os textos a partir dos gêneros textuais que, como descrevi anteriormente, são as diversas maneiras que um texto pode se expressar, tais como: contos, fábulas, histórias em quadrinhos, rótulos de embalagens, jornal, revista, etc. que são textos totalmente diferentes na sua apresentação, e os tipos textuais que seria a forma como um texto é estruturado como por exemplo a narrativa que aparece nos contos infantis.Assim demonstramos as crianças que existem uma grande diversidade de textos e a intimidade com os diferentes tipos faz com que as crianças possam utilizá-los em sua vida escolar e social. O educador pode explorar os textos orais e criar junto com as crianças textos de histórias que elas gostem a fim de que possam perceber como ocorre a construção da linguagem, coerência e oralidade. Mas, não basta só saber classificar os textos- isso é uma narrativa, um poema, uma receita-, porém entendê-los, compreender como e por que são produzidos a fim de mais tarde ser capaz de escrevê-los. Informar para que serve cada gênero,cada forma de texto é importante, pois assim elas compreenderão o que cada texto quer comunicar e o que podem esperar de determinada leitura e depois serem capazes de produzi-los, portanto como disse Telma Weisz, se você não conhece a forma de um texto, mesmo sabendo decodificar as palavras, você não se tornará um leitor, ou seja, será um analfabeto funcional.
A leitura em voz alta também é ponto destacado pelo texto. Essa prática favorece o entendimento de textos, que os alunos ainda não conseguem ler por falta de conhecimento do código alfabético; ajuda a entenderem que a língua escrita difere da língua oral; estimula o diálogo, as trocas de opiniões com os alunos, ampliando a compreensão dos sentidos do texto.
Em sala, alguns colegas citaram atividades para trabalhar com as crianças no início da alfabetização. Citarei algumas atividades discutidas em grupo.
1) A atividade sugerida serve para analisar os diversos usos da escrita na vida cotidiana; descobrir que letras e números são diferentes; comparar a grande variedade de letras (cursiva, imprensa, maiúscula e minúscula, etc.); descobrir que mesmo sem saber ler já sabem coisas sobre a escrita e provocar o desejo de saber mais.
Tem o objetivo de desenvolver a compreensão de leitura e desenvolver habilidades lingüísticas.
Idade: de 3 a 6 anos
Dê um passeio com os alunos pedindo que eles olhem e tentem ler o que está escrito nos lugares. Deixe-os pensar, ouça e compare suas respostas, problematize o que pode estar escrito e depois leia para eles. Apresente diversos tipos de materiais de leitura como: revistas, livros, jornais, panfletos, embalagens, etc., sugira aos alunos para que tragam também. Peça que identifiquem o que é letra e o que é número. Esse trabalho pode ser feito em grupos. Incentive o processo de descoberta, alguns chegarão a identificar palavras iguais ou reconhecer letras repetidas. È por esse caminho que se vai descobrindo o que a escrita representa.
Dica: pode-se organizar o “cantinho da leitura” com esses materiais.
2) Essa atividade é para mostrar que quando se pronuncia uma palavra ( unidade sonora) aparece uma palavra escrita ( unidade gráfica) no texto. Entre duas palavras, um espaço. Ajuda a compreender que palavras são unidades da língua falada e escrita e frases são conjunto de palavras que formam sentido.
Tem o objetivo de reconhecer a ortografia das palavras, perceber os sons da língua, desenvolver a memorização, a lingüística e o cognitivo.
Idade: 5-6 anos
Escrever uma poesia curta ou uma música conhecida, provérbios, frases de pára-choque de caminhão, etc., e lê-la várias vezes. Pedir que localizem palavras no texto ( deve-se apontar e falar pausadamente as palavras), depois palavras que se repetem. Contar o número de palavras por verso e o número de espaços entre elas.
Se desejar também pode recortar as palavras em tiras e pedir para que as crianças reorganizem as frases do texto, apontar as palavras desconhecidas na música ou texto, memorizar palavras que aparecem na música.
Fiz esta atividade no projeto de Nova Iguaçu e deu super certo!
3) Rodas de leitura
Idade: de 3- 6 anos
Objetivo: desenvolver habilidades lingüísticas, cognitivas, compreensão na leitura, interpretação.
Nas rodas o educador lê em voz alta um texto do interesse das crianças para depois comentá-lo, ou as próprias crianças podem ler se já conseguirem ter um pouco de domínio na leitura. È importante ressaltar que este é um espaço de troca de idéias, reflexões, impressões, entre as crianças e o educador, mesmo com pouca familiaridade com a escrita, pois elas possuem experiência de vida e conhecimento do mundo. È uma maneira de explorar também os gêneros e tipos textuais.
As atividades sugeridas foram retiradas de CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. Rio de Janeiro, Ática, 2005.

